Precisamos conversar sobre acumulação compulsiva

Livros, jornais, revistas, papéis, discos, roupas e mais uma infinidade de objetos sem funcionalidade e sem valor financeiro ou emocional amontoados pela casa inteira: esse é um quadro típico de acumulação compulsiva, um transtorno psíquico caracterizado pela fobia de se desfazer das coisas.

Mas, calma! Nem todo mundo que gosta de guardar objetos específicos dentro de casa é um acumulador compulsivo. Colecionadores, por exemplo, têm tanto apreço por suas coleções que é absolutamente normal que queiram guardá-las em locais cativos no lar. Essa é uma prática saudável e que não caracteriza o transtorno acumulativo.

Neste artigo, você vai entender exatamente o que é a acumulação compulsiva e como diagnosticá-la, além de descobrir alternativas práticas e saudáveis para lidar com o problema. Veja só!

O que é a síndrome da acumulação compulsiva e como identificá-la

A acumulação compulsiva é conhecida pelos psiquiatras como disposofobia — ou medo de jogar coisas fora, mesmo que elas sejam insalubres, inseguras ou simplesmente não tenham mais qualquer utilidade.

Popularmente, essa doença ganhou o nome de transtorno do colecionamento. No entanto, é fundamental diferenciá-la do colecionismo normal. Como dissemos anteriormente, o hábito de colecionar itens de determinada categoria por hobby ou paixão não é patológico, ou seja, não pode ser considerado uma doença.

Esse hábito só se transforma em doença quando, progressivamente, o ato de acumular itens vira uma obsessão, passando a interferir na rotina e nas relações sociais e familiares da pessoa.

Por exemplo: alguém que inutiliza vários cômodos da casa guardando quinquilharias e tralhas das mais diversas categorias não é um colecionador e, sim, um acumulador. No entanto, para que o transtorno seja diagnosticado adequadamente, é preciso procurar a ajuda de especialistas, afinal, cada caso é um caso.

Somente um profissional especializado, como um médico psiquiatra, é capaz de fazer o diagnóstico correto. Além disso, esse profissional saberá identificar as associações do transtorno para cada caso — que podem estar ligadas a outras doenças como TOC, ansiedade, estresse, bipolaridade, depressão e esquizofrenia — e, então, indicar o tratamento adequado.

O self storage como alternativa saudável para os acumuladores

self storage é uma técnica de estocagem que vem se tornando cada vez mais popular no Brasil, tanto por sua praticidade quanto pela segurança.

As empresas de self storage oferecem galpões de armazenamento a preços acessíveis, garantindo a proteção e vigilância daqueles itens dos quais você não quer abrir mão, mas que também não cabem mais dentro da sua casa.

Na prática, funciona assim: você contrata uma empresa especializada em self storage, escolhe os galpões de armazenagem conforme as suas necessidades e, então, poderá guardar com total segurança itens como: bagagens de uma futura mudança, móveis que você não utiliza mais, aquele histórico de documentos antigos do seu escritório, objetos de valor, itens de coleção, dentre tantas outras coisas.

Sem dúvida, o self storage é uma opção muito eficaz para lidar com os acumuladores, pois funciona como uma solução prática e imediata para o problema. Entretanto, é importante lembrar que essa é apenas uma alternativa para o caso, pois o transtorno demanda tratamentos específicos.

O tratamento da acumulação compulsiva consiste basicamente em aliar medicações e terapias cognitivo-comportamentais. Desse modo, para que o self storage complemente o tratamento desse transtorno, é preciso haver uma seleção prévia dos objetos acumulados, para que seja estocado apenas aquilo que realmente for de estima do dono.

Só assim o transtorno da acumulação compulsiva será tratado de maneira eficaz, com resultados visíveis progressivamente e com o self storage te auxiliando a aliar saúde, organização e rotina familiar.

Você tem coleções ou outros objetos de grande estima dentro de casa e não sabe exatamente onde guardá-los? Conte sua história pra gente nos comentários!